quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Lyoto ressurge como candidato ao cinturão


Machida de volta às manchetes

Machida x Bader: a volta da confiançaTodo o discurso imposto pelo chefão Dana White de que 'a melhor performance seria premiada com nova chance ao título' nas disputas meio-pesado da vez teve peso significativo para um homem após as lutas do UFC On FOX 4: Lyoto Machida.
A atuação atabalhoada e menos técnica de Maurício Shogun frente a Brandon Vera na disputa principal ficou apagada com relação à vitória 'limpa' de Machida. O direto de direita certeiro no queixo de Ryan Bader aguçou a imaginação coletiva e alavancou mais uma vez o nome do carateca brasileiro como principal esperança de remexer o panorama meio-pesado, dominado desde o ano passado pelo campeão Jon Jones. As declarações de White confirmam novamente o nome do brasileiro na rota da disputa do mérito.
Lyoto Machida segue como adversário brilhante para Jones justamente por causa das marcas registradas, o padrão de luta que confunde até os mais pacientes e o profundo estudo de cada finta, golpe e reação de cada adversário. No choque de estilos, o brasileiro tem no currículo um primeiro assalto promissor na disputa contra o atual campeão meio-pesado, em dezembro de 2011 (quando foi finalizado no segundo assalto). Claro que antes do 'acerto de contas',  Jones tem de bater o veterano cascudo Dan Henderson, dia 1º de setembro, no UFC 151.
"Ele (Jones) é imprevisível. Toda vez muda de estilo. Às vezes chuta, às vezes soca. Tenho de treinar mais wrestling. E acredito que posso vencê-lo", comentou Machida, na coletiva pós evento de sábado.
Machida x Jones: tira-teima?Se este tira-teima for cravado imediatamente, pode também ser precoce. Seria igualmente mais interessante antes ver o baiano/paraense criar mais fome de título contra alguém do naipe de Alexander Gustafsson, por exemplo, ao invés de ser empurrado em linha reta para encarar mais uma vez o grande perigo da categoria.
De qualquer forma, a vitória no segundo assalto sobre Bader foi ao melhor estilo Lyoto Machida, que como de costume circulou, circulou, atacou pouco na primeira parcial e concretizou a primeira oportunidade com o máximo de eficiência para liquidar a fatura na segunda.
O curioso é que este mesmo padrão de luta evasivo do brasileiro já foi severamente criticado - e quase extinto - pelo próprio Dana White, que pouco tempo atrás havia colocado o brasileiro na 'geladeira' e sem lutar por longos períodos. Agora, aparece mais uma vez como um tipo de 'tábua da salvação'. E o mundo do UFC segue a dar voltas.


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