sexta-feira, 9 de março de 2012

Nova dança dos cinturões para 2012

Anderson: o mais aguardado retorno ao octógono


A temporada 2012 do UFC ainda está em fase inicial, mas aponta maturidade de desafios e número de talentos elevado em praticamente todas as categorias da organização.
Cada divisão de peso já guarda peculiaridades distintas e bem definidas. Com a proposta conservadora de promover a média de dois ou três compromissos para cada campeão mantida, já é possível para traçar panorama básico do que pode ser almejado em breve.
A jornada de estreia do mini-GP dos moscas começou no UFC On FX 2 repleto de polêmicas. O resultado errado - e anulado - entre Ian McCall e Demetrious Johnson (o último foi declarado vencedor, mas o correto na soma dos pontos seria o empate), pode ter adiado os planos em médio prazo para definir o primeiro campeão da organização. A luta terá de ser realizada novamente (Joe Benavidez é o outro credenciado para a final).
Levemente propenso a cair na mesmice, os galos têm programado uma nova disputa entre o campeão Dominick Cruz e o desafiante Urijah Faber, que serão treinadores da 15ª temporada do The Ultimate Fighter e medem forças no fim do programa. O carisma relativo da dupla com o público faz a disputa ser tratada como grande apelo de marketing para esquentar os 'levinhos'.
Com isso, novidades correntes como o brasileiro Renan Barão corre o risco sério de ter de se credenciar e recredenciar para alcançar a chance de ouro contra o detentor do cinturão.
Previsibilidade pode ser (ou não) palavra de ordem nos penasAldo: dominânciaCom o domínio inerente do campeão José Aldo e a teórica defasagem atual em desafiantes com potencial suficiente para desbancá-lo, o jeito é torcer para que os próximos postulantes (sairá do encontro entre Poirier e Jung) tragam bem mais do que apenas padrão forte no wrestling, o já fadado 'antídoto' que o brasileiro cansou de neutralizar.
O chefão Dana White bem que tentou fazer o ex-campeão dos leves Frankie Edgar descer de categoria para superluta contra o habilodoso manauara e, com isso, ferver o panorama da divisão. Mas não teve jeito.
Nos leves, a grande expectativa recai na segunda parte entre Edgar e Ben Henderson, que tiveram disputa eletrizante no UFC 144 (Japão), e agora vão engrossar a estatística dos tira-teimas, vigentes na categoria há dois anos, pelo equilíbrio técnico milimétrico e inerente entre os Top 10.
O 'fator Edgar' é algo que não pode ser ignorado aqui. Tratado com requintes de 'Rocky Balboa' pelo poder de superação e entrega em cada luta, só deixará de ocupar posição como grade nome da categoria se perder novamente para Henderson.
Se até pouco tempo tudo parecia moroso entre os meio-médios, a contusão - e afastamento temporário - do supercampeão Georges St.Pierre foi o 'mal que veio para bem', e deu espaço para nomes explosivos como Jake Ellenberger e Martin Kampmann, que colaboraram para melhorar a má fama que assolava a categoria como amarrada e pragmática em excesso.
Jones: impecável?O cinturão interino conquistado por Carlos Condit (em disputa apertada contra Nick Diaz) também ampliou possibilidades em todos os sentidos. Certamente será a divisão que mais renovará o gás no ano. Querem apostar?
Médios: Anderson Silva reinará mais um ano. Aos 36 anos, o Spider deve lutar em junho, contra Chael Sonnen, no Brasil, em mais uma 'revanche do século'. Muitos já levantam as sobrancelhas para a superexposição do Spider na mídia e o suposto desleixo com os treinamentos. Mas o brasileiro ainda faz frente para qualquer um. Tomara que, além do compromisso com Sonnen, defenda o título pelo menos mais uma vez em 2012 (algo não totalmente confiável).
Jon Jones brecou a alta rotatividade de cinturão nos meio-pesados, que parecia um caminhão desgovernado até pouco tempo. O prodígio do Tio Sam segue o grande nome atual a ser batido no esporte. Nas entrelinhas, o interessante é que a regularidade de atuações do campeão é alta (em 2011 foram quatro lutas), e pelo jeito deve se manter assim também em 2012.
Isso, aliado à gama de adversários diretos com características e estilos distintos, certamente proporcionará atrações de sobra. Henderson, Gustafsson, Machida, Evans, Shogun. Tem para todos os gostos.
Categoria com reputação crescente nos últimos tempos, os pesados ainda seguem em busca de maior regularidade no UFC. A migração de nomes do Strikeforce, como Fabrício Werdum, Alistair Overeem e Antônio Pezão Silva vai multiplicar opções e dar trabalho dobrado para o atual campeão Júnior Cigano manter o cinturão.
O catarinense radicado na Bahia já tem parada indigesta pela frente, dia 26 de maio, na edição 146. Encara justamente o gigante holandês Overeem, em disputa que promete faíscas.

Fonte: Casca Grossa


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