sexta-feira, 18 de junho de 2010

SOBRE O “KI”

Segundo o conceito oriental, há milênios desenvolveu-se no oriente uma doutrina que relaciona uma energia com todas as coisas existentes. A esta energia os chineses deram o nome de “CHI”, os Hindus de “PRANA”, os japoneses de “KI”, atualmente denominam-na “Bioenergia”.

O fato de não a percebermos não quer dizer que não exista, pois sem ela não existiria a vida. Também não vemos as emoções, mas pelo fato de senti-las não duvidamos de sua existência, o mesmo ocorre com os pensamentos. O “Ki” não se vê ou acredita, se sente. Um verdadeiro mestre em artes marciais com certeza dirá que seus golpes não se processam apenas a nível muscular e sim que há uma força além do físico muito mais suave, porém muito mais potente que emana de algum ponto de seu ser.

Segundo o pensamento oriental no começo sem começo, o universo infinito não se manifestava como fenômeno, era Uno. Desta unidade não havia movimento, nem futuro, nem qualquer fenômeno relativo. Esta unidade separou-se formando dois espirais de energia que iam da periferia para o centro e do centro para periferia, gerando duas forças primárias; uma centrípeta, contrativa denominada “YANG”, e a segunda expansiva, centrifuga denominada “YIN”. Todos os fenômenos, movimentos existentes no Universo são regidos por estas duas forças.

Estas duas forças são antagônicas e complementares entre si. A força ”YANG” é o caminho da materialização e a “YIN” é via espiritual. Tudo no universo está regido por estas duas forças e enquanto manifestado nada pode fugir a elas. Exemplos de expressão destas forças: Céu e Terra, Homem e Mulher, Sol e Lua, Espírito e Matéria, Bem e Mal, Belo e Feio, etc.

Nada é absoluto em se tratando destas duas forças, pois cada uma leva dentro de si o germe da outra, ou seja, nada é totalmente “YANG” e nada é totalmente “YIN”, apenas que em determinados momentos estão mais “YANG” ou mais “YIN”, mas que inevitavelmente em se atingindo o extremo de uma força se passará a outra. Dentro deste princípio podemos dizer que não devemos nos desesperar com situação nenhuma, por pior que seja, pois ela não é definitiva.

Por exemplo: uma situação onde uma pessoa está no auge de uma doença a única possibilidade possível é de haver uma mudança, ou seja, adquirido um melhor estado de saúde ou morrendo. Em ambos os casos houve uma mudança de polaridade seja se recuperando ou passando de um estado de matéria para um estado de não matéria.

Outro exemplo: se uma pessoa atinge dentro de uma empresa o cargo máximo a única possibilidade de mudança será perder este cargo. E assim todas as coisas que ocorrem no universo seguem esta lei de bipolaridade.

O famoso “I CHING”, livro chinês de sabedoria e previsões baseia-se nestas verdades daí ser chamado o livro das mutações. Na consulta aos hexagramas ele propõe ao consulente paciência e confiança no futuro que as situações se alterarão, e realmente não há nada que escape a essa “lei”, tudo é uma questão de tempo.

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